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30/08/2017 09:38h - Atualizado em 30/08/2017 09:44h

A tradição da panificação que nasceu na Mamata

Por Carlos Alberto Alves
"Seu" Francisco da Mamata
"Seu" Francisco da Mamata

 

Ele é filho de um passense, Cassiano Lemos Maia,  e de uma alpinopolense, Augusta de Souza Lemos. Nasceu em Alpinópolis, Francisco  Lemos e tinha o sonho de ser médico. Mas o destino traçou para ele outras linhas. “Eu costumo dizer que Passos é o meu pai e a Ventania (o apelido carinhoso dado a Alpinópolis) a minha mãe”, demonstrando a afinidade que tem com as duas cidades.

Em Passos constituiu família. Pai de três filhos, um homem e duas mulheres, casadas, que lhe deram quatro netos. “Eu queria ser médico, mas Deus me reservou a condição de ser padeiro”.  Por outro lado o brindou com um filho médico – Dr Thiago, urologista - e dois genros, Dr Patrick e Dr Helder, o primeiro  oftalmologista e o segundo pediatra.  As filhas, uma advogada, Dra Paloma e outra, Simone, professora de Inglês, com especialização nos Estados Unidos, também professora de Português. “Seus” Francisco é viúvo de Dona Lúcia.

“Comecei trabalhando em Ribeirão Preto, tomando conta de um restaurante”. Por lá ficou por seis anos, de 1966 a 1972. A iniciativa que contou com o apoio do pai e irmãos “foi um sucesso”.   Mas a vontade do “seu” Francisco era vir para Passos.

Ainda solteiro foi morar em Alpinópolis, onde ficou por dois anos, tomando conta da fazenda do pai. Depois disso resolveu vir para Passos, quando montou a Padaria da Mamata contando com a ajuda de dois irmãos. “Foi um sucesso. Tínhamos um forno com lastro de 22 metros,  chegamos desmanchar 33 sacos de farinas por dia”. Para ter uma ideia da produção da época, basta dizer que hoje na padaria branca desmancha-se 3 sacos por dia. Em 1973 a Mamata era a novidade do ramo, “O que se dizia era que  Passos estava orgulhosa de ter montado uma padaria de nível internacional”, conta.

Passado dois anos “seu” Francisco adquiriu a parte que era dos irmãos. “Eles sabiam que era para mim o negocio, estavam me ajudando”, explica.  Tocou a padaria sozinho por cinco ano. Depois disso fez uma sociedade com outro irmão, o  Carlinhos. Uma sociedade que durou vinte anos, ao fim da qual a padaria foi vendida para seu irmão, seu sócio também.

A venda da Mamata aconteceu em 1999. No dia3 de julho de 2000, “seu” Francisco instalou a Padaria e Confeitaria Branca. Tinha  60 anos.  17 anos depois, com 76 de idade, continua à frente do negócio.

Uma referência para a época

A maneira como chegou  atuando no ramo fez da Mamata uma referência. “Mudou o estilo, a maneira de tratar o negócio”, explica.  A fama era regional. “Chegamos atender Franca, para quem produzimos, certa vez, 5 mil pães”.

Para “seu” Francisco a forma como administrou a Padaria da Mamata, com 13 pontos de distribuição, atendendo encomendas  gigantes como festa de aniversário dos cem anos do Carmo do Rio Claro (Foi  um caminhão de bolo para lá, com trezentas formas e gasto de 10 mil ovos para produzi-los ) “é uma ilusão”, avalia, para complementar que a Panificadora e Confeitaria Branca “é mais rentável”, informa.

Viagem pelo mundo

“Eu vendi a Mamata porque vi meus filhos encaminhados, formando, as mulheres casando e achei que era hora de parar, dar uma sossegada”, relata,

Nos seus planos estão a aposentadoria definitiva para daqui quatro anos. “Depois disso quero dar uma viajada, sair pelo mundo”, comenta, dizendo que fez uma viagem aos Estados Unidos e que ficou encantado com a visita que fez a Orlando. “É uma beleza com  tecnologia. Diferente do Brasil, quando a beleza é natural”, diz.

Vocação pública

“Seu” Francisco consegue manter a maior parte do tempo a fidelidade de seus colaboradores. Tanto que a maioria que trabalhou com ele na Mamata conquistou o teto para a família. Hoje acredita que os tempos são outros, mas os que trabalham com ele na confeitaria, grande parte, tem o seu próprio veículo.

“Seu” Francisco sempre demonstrou aptidão para o social  e de apoio a iniciativas comunitária. Foi presidente do PSDB de Passos e era membro da Credipassos. Quando a cooperativa fechou amargou um prejuízo de cerca de R$100.000,00, recuperados com correção e juros anos depois.

Para ele sempre foi importante contar com “empurrãozinho” quando iniciava um empreendimento, o que sempre pode contar no apoio que a família lhe dava. Ao lado disso ter sempre “disposição para o trabalho”,, trabalhar sempre e “muito”, aconselha.

Raio X

Padaria e Confeitaria Branca

Rua Olegário Maciel,

Tel: 3521 - 5952