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10/05/2019 09:53h - Atualizado em 10/05/2019 09:54h

Agressão e responsabilidade

Por *Carlos Alberto Alves

Quinta-feira, 9/5, no período da tarde, aconteceu um confronte entre o vereador Téo Lemos e o médico Aquiles Grintaci, que se diz pré-candidato a prefeito de Passos. De celular em punho, a arma que lhe interessava e que não precisava de licença de uso dada por Bolsonaro, o médico chegou apontando o instrumento de marketing (gravando áudio e vídeo) para o vereador e indagando em alto e bom som porque Téo Lemos tinha votado contra o povo. Era uma provocação e isso ficava claro por outros termos usados como vacilão e que tais.

Dr, Aquiles, ao que parece, buscava a facada que consagrou Bolsonaro na campanha a presidência. Encontro Téo Lemos “baixinho”, “gordinho”, que não aguentou mais um minuto de bullyng e partiu para a agressão. Quem o olhar os  vídeos (a câmara liberou um) não vai ver ninguém acertar ninguém. Mas tentativas de sopapos houveram.

Essa agressão tentada descortina um modus operandi desnecessário. Tanto do médico como do vereador. Que é direito do cidadão cobrar atitudes condizentes dos vereadores, não há dúvida. Que esse cidadão pode usar o tom de voz que quiser, filmar, desde que a filmagem não fira a intimidade de ninguém, para ser usada em denuncias contra abusos, falta de providencias em resolver a coisa pública, também e seguro

Mas o Dr. Aquiles, que verbalizou tudo o que dissemos, tinha outro interesse: estava fazendo marketing eleitoral, numa pré-campanha para prefeito o que em si mesmo não é um erro, mas pode se dizer que ele atingiu um objetivo de se mostrar destemido e disposto a enfrentar àqueles que são contra e votam contra o povo.

Téo Lemos, por sua vez,  perdeu a naturalidade, aceitou a provocação e não tinha mesmo como responder a indagação já que votou contra todos os projetos, requerimentos, que propunham austeridade em uso de verbas pelo poder legislativo. Ele e outros mais, como Iran Parreira, Erick Silveira, Rodrigo Maia, Raimundo Leandro, Dona Cida (que votou pelo fim das diárias), Isabel Ribeiro não têm demonstrado  sintonia com o pensamento do povo, o que não quer dizer que não tenham ações positivas em favor da comunidades, como faz Erick Silveira em ferrenha oposição ao prefeito Renatinho Ourives, Rodrigo Maia que implanta na Câmara, como presidente do legislativo, um regime de austeridade, que vai gerar uma boa economia. Está fazendo em silêncio, sem cacaquerejar, um equívoco dele, já que ali é o parlamento, onde as coisas são discutidas, aprovadas, recusadas e, se umas merecem aplausos, outras recebem apupos de vaias.

No fundo todos eles sabem que as medidas que chamam de populistas são as que respondem de imediato ao interesse do povo, de sonhar com mais recursos para aquisição de remédios, cirurgias eletivas e consultas especializadas, entre outras necessidades.

Cada voto contra essas aspirações é uma ação contra o povo, que o vereadores João Serapião, Aline Macedo, Rodrigo Barreto, Dona Cida, em algumas ocasiões, perceberam e por isso se posicionam pelo fim das diárias, redução de 11 para 9 cadeiras no legislativo, diminuição em 50% dos subsídios e corte do pagamento de 13º salário aos vereadores.

É esse caldo de cultura, gerado pela não aprovação desses projetos, que propicia que aventureiros, como Dr Aquiles, surjam, e ameacem o status quo de apadrinhamento, corporativismo e atuação olhando só para o próprio umbigo.

Esse episódio estúpido, patrocinado pelo médico e pelo vereador, é mais um desafio para a Câmara e para o presidente Rodrigo Maia, que não  pode passar por omisso e deixar que tudo morra num boletim de ocorrência,  sem que haja qualquer medida para investigar o que fizeram, porque fizeram e que  cabe a cada um dos envolvidos. E aí conforme a decisão se verá qual será a reação do povo que pode aprofundar ou amenizar a distância entre povo e vereadores. É só aguardar. A responsabilidade de o caminho a seguir está nas mãos dos atuais vereadores

*Carlos Alberto Alves engenheiro por formação, jornalista por opção