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31/05/2019 16:27h - Atualizado em 31/05/2019 16:31h

Cadeirantes correm o risco de perder transporte especial

Por Maria Alice Silva

Nesta sexta feira (31/05) um grupo de cadeirantes se reuniu em frente a Prefeitura de Passos, o motivo da manifestação é que no processo da nova licitação do transporte público, eles podem perder o benefício de ter um ônibus exclusivo que os busca e deixa na porta de suas casas gratuitamente, e passem a esperar o ônibus apenas no terminal e nos pontos.

Segundo Imaculada, presidente da Associação Reintegrar e organizadora da manifestação, não é viável que eles utilizem o transporte público convencional, que tem apenas duas vagas para deficientes físicos, enquanto na cidade existem cerca de 200 pessoas que dependem desse serviço, “é muito difícil, e tenho certeza que ele não tem uma pessoa cadeirante por perto, ou não sabe a dificuldade que eles passam.”

Outro problema é que muitas pessoas não tem condição de chegar até os pontos sozinhas, muitos não tem cadeiras motorizadas e precisam subir até 4 ruas para chegar ao ponto mais próximo, além de condições externas como dias chuvosos, nos quais a dificuldade é ainda maior.  Entre todos, a frase mais dita foi “sem o ônibus, a vida do cadeirante vai parar”, a preocupação também vem de mães, que dependem desse transporte diariamente para que seus filhos possam frequentar  a escola com regularidade.

José Carlos levanta outra questão, que é o fato de alguns cadeirantes ainda precisam trabalhar para se manter, e caso as vagas dos ônibus convencionais estejam ocupadas, chegam atrasados. O mesmo acontece com aqueles que têm horários marcados com consultas médicas, fisioterapia e outros serviços que necessitam.

A prefeitura ainda não tem uma posição clara quanto a situação com a empresa Cisne, o processo segue em negociação em Belo Horizonte, mas quanto o transporte dos deficientes físicos, foi um direito conquistado junto à prefeitura e deve ser assegurado por esta, independente da empresa que estiver a frente do transporte coletivo.

O prefeito Renatinho Ourives não estava presente no momento, mas segundo os manifestantes presentes, a declaração do mesmo foi de que não pode dar nenhuma posição concreta enquanto a negociação corre em Belo Horizonte, mas que fará o possível para que esse direito conquistado não seja afetado.

O grupo vai continuar se manifestando e buscando respostas, na próxima segunda (03/06) estarão presentes na Sessão na Câmara, às 14h para cobrar um posicionamento dos vereadores frente ao problema.

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