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21/06/2019 13:36h - Atualizado em 21/06/2019 13:39h

Trabalhadores da Conquista entram em greve e com ação na justiça

Por Carlos Alberto Alves
Trabljadores da Conquista decidem pela greve
Trablhadores da Conquista decidem pela greve

 

Depois de serem recebidos pelo promotor Paulo Frank e promotora Glaucia, assinado uma lista, identificando loca de trabalho pela terceirizada Conquista, na tentativa de receber salários e vale alimentação, os trabalhadores continuaram de mãos vazias.  Embora haja arresto de valores em torno de R$900 mil e os atrasados atinjam R$250 mil, a justiça ainda não encontrou caminhos legais para liberar os recursos para fazer frente a esta dívida com o pessoal. Em razão disso o Sindconstro, que representa a categoria, buscou uma ação que resguarde os direitos desses que trabalham na Conquista que cede mão de obra na execução de diversos serviços na administração municipal, como limpeza urbana, varrição, cantineiras, zeladores, entre outros.

Diante dessa situação e para impedir uma demissão em massa dos registrados na Conquista, resolveu-se deflagrar a greve. “Foi feito um aviso de greve na imprensa local”, explica o advogado Rogerio Chaves. Eles se reuniram na Praça próxima a sede do sindicato e, além de se colocarem em greve, também entraram cobrando os atrasados tanto da prefeitura, como da empresa terceirizada, que está envolvida no desvio de R$14 milhões dos cofres municipais e que tem seu proprietário como foragido da justiça. “A greve não permite que a prefeitura ou a  Comquista demita os trabalhadores sem lhes dar satisfação e quitar o que lhes são devidos” , informa o advogado.

A reunião  feita pela manhã de hoje (21/6) também teve o objetivo de avaliar a proposta de entrar com uma ação coletiva na justiça, cobrando os direitos dos funcionários da Conquista, tanto da prefeitura, como da empresa.

Segundo o advogado não dá para afirmar que uma demissão em massa feita pela empresa, poderia deixar os contratados pela terceirizada sem receber. Mas a ação do sindicato impede que isto seja feito e os “trabalhadores corram o risco de ficar sem receber as verbas rescisórias. Isto seria catastrófico para eles”, avalia o advogado.  

A ação também tem o propósito de que seja feito o pagamento do que é devido para os funcionários. Há a informação de que existe, por parte da prefeitura, atraso de sete meses com a Conquista. “É dinheiro mais que suficiente para pagar os salários e o vale alimentação que estão atrasados”, raciocina o Rogério Chaves.

A ação cobra diretamente os salários de maio e o FGTS desse período e o INSS, que são as verbas primárias.  Exste ainda reajustes referentes a convenção coletiva que não fora repassados, desde 2014. “Vamos discutir também a possibilidade de uma rescisão indireta e aí cobrar décimo terceiro, férias e os 40% da dispensa”, explica.

A ação será distribuída na justiça do trabalho, como pedido de liminar para os pagamentos devidos, com a possibilidade de penhora desse valor junto a prefeitura municipal. “Vamos entrar com esta ação na semana que começa segunda-feira”, informa Joaquim Getúlio, presidente do Sindconstro,