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24/06/2019 13:35h - Atualizado em 24/06/2019 13:37h

Greve dos trabalhadores da Conquista fecha Cemeis

Por Carlos Alberto Alves

A greve dos trabalhadores da Conquista, empresa que fornece mão de obra para a prefeitura de Passos, teve forte adesão. A primeira consequência da paralisação é que a partir de amanhã, 25/06, as escolas municipais não funcionam, porque não há quem cuide das refeições  e limpeza das  cantinas e  das escolas. O movimento paredista dos servidores visa o recebimento do mês de maio e o vale alimentação. Estima-se que mais de 200 trabalhadores estejam  nesta situação. Na folha de pagamento da empresa constam 250 funcionários, mas há suspeita que entre eles haja “fantasmas”, ou seja nomes que constam da lista, que serviam para que os empresários desviassem recursos para seus bolsos.

Na ação Sacripanta foram confiscados da empresa R$951 mil.  Esse valor,  segundo observadores do caso, pode se referir a um pagamento que a prefeitura possa ter feito a conquista. Ele cobriria com sobra o devido ao pessoal contratado pela Conquista. Num primeiro momento aventou-se em o Ministério Público e a Justiça autorizar  esse pagamento,  mas houve recuo, em razão da ação judicial  em curso contra os empresários acusados de lesarem os cofres públicos.

Ainda se ventilou que a Conquista estaria planejando demissão em massa e que os  avisos prévios de todos o que estão registrados na empresas estavam preparados. Seria uma demissão em massa,  com ninguém tendo a certeza que na hora de receber o aviso, receberiam de fato.

Esta possiblidade levou o Sindconstro promover um movimento para que os trabalhadores  não sofram prejuízo maior. Assim houve ação em duas frentes: 1) a greve e 2) Ação na justiça do trabalho propondo rescisão indireta. Ação é contra a prefeitura e  Conquista.

Contabilistas e juristas que não  quiseram se identificar afirmam que, levando em conta que a justiça confiscou um mês de pagamento da empresa terceirizada,  existem ainda 7 outros pagamentos atrasados para serem feitos, o que somaria cera de R$ 7 milhões. Uma rescisão indireta, afirmam os especialistas, tomando por base que a média salarial  paga aos trabalhadores é de R$1,200,00, resultaria no pagamento de cerca de R$ 6 milhões  em direitos apontados pela rescisão indireta.

Hoje pela manhã a reportagem teve contato com o advogado Rogério Chaves, que estava colhendo a assinatura de procurações para maior respaldo na ação coletiva, com pedido de liminar. Ele avalia que amanhã a ação será ´protocolada e que a  adesão será total.