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29/02/2016 13:52h - Atualizado em 29/02/2016 14:01h

TSE mantém rejeição de contas de campanha de Fernando Pimentel

Por Agência de Notícias

Tribunal cancelou multa de R$ 50 milhões que tinha sido aplicada pelo TRE-MG

Fernando Pimentel, governador eleito de Minas, teve maior arrecadação e maior despesa na campanha eleitoral, entre os candidatos ao governo dos estados
Fernando Pimentel, governador eleito de Minas, teve maior arrecadação e maior despesa na campanha eleitoral, entre os candidatos ao governo dos estados

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu para a Polícia Federal ouvir o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), sobre suspeitas de pagamentos indevidos de empresas à mulher dele, Carolina Oliveira Pimentel, e sobre a prestação de contas à Justiça Eleitoral referente à campanha que elegeu o petista governador em 2014. Pimentel e Carolina são investigados em inquérito no Superior Tribunal de Justiça por conta da Operação Acrônimo, que apura um suposto desvio de recursos públicos para financiar campanhas.

 

A casa de Carolina chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão quando a operação foi deflagrada, em maio de 2015. Um relatório da PF diz que uma empresa dela, antes de ser primeira-dama, era de fachada. O empreendimento recebeu recursos do BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Indústria, no período em que Pimentel foi titular da pasta. Ele foi ministro entre 2011 e 2014. Outra suspeita investigada é que o governador deixou de declarar à Justiça Eleitoral gastos com empresas em nome do amigo Benedito de Oliveira Neto, o Bené, alvo da Acrônimo.

 

O Tribunal Superior Eleitoral manteve, na quinta-feira, a rejeição das contas de campanha de Pimentel. Os ministros, porém, decidiram por afastar uma multa de R$ 50,8 milhões que tinha sido aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

 

 

A PGR ainda pediu diligências referentes a outro governador: Beto Richa (PSDB), do Paraná. Em janeiro, o MP pediu abertura de inquérito no STJ para investigar o tucano por conta de suspeitas surgidas na Operação Publicano. Auditores que atuavam na Receita de Londrina reduziam dívidas tributárias de empresas em troca de propina — o esquema abasteceu um caixa dois da campanha à reeleição de Richa em 2014, com R$ 2 milhões, conforme as investigações. A defesa de Pimentel diz que não teve acesso ao pedido de depoimento e que, se for intimada, está à disposição para esclarecimentos. A defesa de Richa afirma que não se manifesta porque não houve decisão do STJ sobre a abertura do inquérito.